terça-feira, 22 de maio de 2012

SONETOS


Junção



Nesta respalda equalizada entre o tempo,
sempre reescreve o serviço prestado.
mesmo diante desse etéreo movimento,
seus ardumes se encontram ponderados.

nesta solicitude que se entrelaça,
a simetria bruta certamente desaba.
ao fervor aflito da sua própria desavença,
opera os litros d'água e da sua consciência.

Na junção de apregoações improvisadas,
o áspero cardume assim se desespera.
pelas suas próprias linhas ocupadas.

A regência que ainda aqui venera,
o tempo cria o sentimento alarmado.
pela palavra que o movimento coopera.

SONETOS


Carta anônima



A difusão da vida escrita,
enriquece a sua versatilidade.
pela estrela aqui aquecida,
instrumenta essa realidade.

pensamento que vai ao contentamento,
entrelaçado nesse linho em pudor.
em faces de um pleno atrevimento,
que estremece essa palavra em condor.

A carta anônima que aqui escrevo,
sua frota foi totalmente enlaçada.
perante este resguardado relevo.

O perímetro que assim prescreve,
a sua meta em aquarela formada.
apresenta essa pequena palavra
.

SONETOS


Girassol



Nessa tarde que ainda brilha,
posso ver o sol raiar alegremente.
com a sua eterna magia,
sua beleza encanta o mundo ascendente.

Ao seleto compasso aqui ponderante,
a visão da vida assim se escreve.
pelo sentimento que ainda se faz amante,
sua beleza atentamente o descreve.

O girassol que agora enriquece a manhã,
faz desse momento único ao acordar.
entrelaçando este pano de avelã.

Para que a noite possa se alegrar,
sua terapia ascende esta fortaleza.
no império acrescido nessa humilde riqueza.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

INFÂNCIA


Minha infância

Trouxe para mim diversos sabores
Também grandes e verdadeiros amores,
Amizades que jamais se acabaram
Nas belezas múltiplas que restaram.

Foi a minha fortaleza
Enriquecedora, em plena grandeza,
Faces elevadas de pureza
Que garantiram a minha realeza.

Cerimônia impactante
Exuberância sem igual,
Palavras que surgem no mesmo instante
Curtindo a força deste espaço sideral.

Tive grandes momentos divinos
Como a virtude de um menino,
A paixão de uma celebridade
Em momentos celestes de vaidade.

Minha infância foi alegre e cordial
Com grandes sentimentos de sucesso,
Subtraiu este sereno amor impresso
Na euforia da vida totalmente social.

PROSA POÉTICA


Estribeira

Terra morta sem valor
Cenas bárbaras e insignificantes
Hemafrodismo que se faz trigonometrado
Espírito totalmente transfigurado.

Fuga perpetuada na areia
Regras e leis prisioneiras,
Aspecto dissoluto escorregado
Dentre este esculpido cerrado.

Litros de água servical
Se junta a esse escrito,
Apostasia detida nesse punhal
No entoar deste termo aguerrido.

Numa estribeira fornecida
Selada pelo seu invalor,
Áspide totalmente seguida
Sobra o esquecido desejo do amor.

PROSA POÉTICA


Berço de fio


Tenho aqui meu saber
Sou poeta a valer...
No meu ato de viver
Consigo então vencer.

A classe desse sentir
Caminho além do porvir...
Prescrevo este segredo aqui
Mesmo que eu não venha a sorrir.

Descrevo a natureza tão bela
Com seus lírios se faz singela..
Abraça os filhos desta terra
Pela grandeza que existe nela.

Berço de fios que me cercam
Neste sonho em pleno sucesso...
Além de este poder aqui regado
Seu mundo se faz alimentado.